Projeto de extensão II análise e desenvolvimento de sistemas: modelos editáveis e formatados
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Exemplos de Projeto de Extensão em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Você está no segundo semestre do curso de ADS e precisa entregar o projeto de extensão sem saber por onde começar? Neste artigo, explicamos tudo o que envolve essa atividade obrigatória — do conceito à entrega — e mostramos como modelos editáveis e formatados podem facilitar muito o seu caminho.

O que é o projeto de extensão II em ADS?

O projeto de extensão II é uma atividade curricular de extensão obrigatória nos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) que integra o estudante à comunidade externa por meio de ações práticas. Diferente das disciplinas teóricas tradicionais, essa atividade exige que o aluno aplique os conhecimentos adquiridos em sala de aula em situações reais, promovendo troca de saberes com a sociedade.

Trata-se do segundo módulo da trilha extensionista do curso, dando continuidade ao trabalho iniciado no semestre anterior. Nessa fase, espera-se um nível maior de aprofundamento, com projetos mais estruturados, reflexões mais maduras e uma conexão mais clara entre a prática desenvolvida e as competências do egresso de ADS.

Por que a extensão é obrigatória no curso de ADS?

Desde a Resolução CNE/CES nº 7/2018, as instituições de ensino superior públicas e privadas são obrigadas a destinar ao menos 10% da carga horária total do curso para atividades de extensão. Isso significa que a carga horária de extensão passou a compor, de forma oficial, o currículo de todos os cursos de graduação no Brasil, incluindo o de ADS.

Essa exigência tem como objetivo romper com o modelo de educação fechado entre quatro paredes e aproximar o estudante dos problemas reais da sociedade. No contexto da tecnologia da informação, isso se traduz em desenvolver soluções digitais para ONGs, pequenos negócios, escolas, associações comunitárias e outros grupos vulneráveis ou sem acesso a recursos tecnológicos.

Qual é a diferença entre projeto de extensão I e projeto de extensão II?

Embora ambos façam parte da atividade curricular de extensão, o projeto integrado de extensão II costuma exigir uma entrega mais completa. Enquanto no primeiro módulo o foco geralmente recai sobre o diagnóstico da comunidade e o planejamento da ação, no segundo módulo o estudante já deve apresentar a execução da intervenção ou, ao menos, um plano bem detalhado com relatório de atividades e reflexão crítica sobre o impacto gerado.

Cada instituição pode ter diretrizes específicas quanto ao formato, mas, de maneira geral, os elementos exigidos são:

  • Identificação do público-alvo e contexto social;
  • Justificativa e objetivos do projeto de extensão universitária;
  • Descrição das atividades realizadas;
  • Registro fotográfico ou de evidências;
  • Reflexão sobre os aprendizados e impacto social;
  • Referências bibliográficas.

Estrutura típica de um projeto de extensão em ADS

1. Introdução e contextualização

Apresenta o problema identificado na comunidade e a relevância de uma solução tecnológica. É o momento de mostrar que há uma demanda real que justifica a intervenção.

2. Objetivos

Define o que se pretende alcançar com o projeto integrado, tanto em termos de aprendizado acadêmico quanto de benefício à comunidade atendida.

3. Metodologia

Descreve como as atividades foram planejadas e executadas: reuniões com a comunidade, levantamento de requisitos, desenvolvimento de protótipos, oficinas de capacitação, entre outros.

4. Desenvolvimento e resultados

Apresenta o que foi efetivamente entregue ou demonstrado à comunidade. Pode incluir um sistema simples, um site institucional, uma planilha automatizada, um treinamento em tecnologia ou qualquer outra solução dentro do escopo de ADS.

5. Considerações finais

Reflexão crítica sobre o processo, os desafios enfrentados, os aprendizados obtidos e as possibilidades de continuidade da ação.

Portfólio individual: outra forma de cumprir a extensão

Em alguns cursos e instituições, o estudante pode optar pelo portfólio individual como forma de registrar e comprovar suas atividades de extensão. Nesse modelo, o aluno compila evidências de ações que já realizou fora do ambiente acadêmico e que se enquadram nos critérios da atividade curricular de extensão: participação em eventos técnicos, contribuição em projetos sociais, ações voluntárias com uso de tecnologia, entre outros.

O portfólio individual exige organização, clareza na apresentação das experiências e uma boa justificativa de como cada atividade se relaciona com os objetivos do curso. Quando bem elaborado, é uma ferramenta poderosa tanto para cumprir a carga horária de extensão quanto para demonstrar ao mercado de trabalho as experiências práticas acumuladas durante a graduação.

Atenção: Antes de escolher entre o projeto de extensão universitária e o portfólio individual, verifique qual modalidade é aceita pela sua instituição. Algumas faculdades aceitam apenas o projeto coletivo; outras permitem ambas as opções.

Principais dificuldades dos estudantes de ADS na extensão

É muito comum que alunos do curso de ADS relatem dificuldades específicas ao lidar com o projeto de extensão II. As mais frequentes são:

  • Não saber como escrever academicamente: muitos estudantes têm boa base técnica, mas poucos tiveram contato com a escrita científica e com as normas da ABNT.
  • Dificuldade em encontrar uma comunidade para atender: identificar um parceiro externo, formalizar o contato e documentar a parceria pode parecer burocrático e desafiador.
  • Gestão do tempo: conciliar estágio, trabalho e as demandas do semestre com a elaboração de um projeto completo é um desafio real para a maioria dos estudantes.
  • Falta de modelo de referência: sem ver como um trabalho aprovado se parece, fica difícil saber se o próprio texto está no caminho certo.

Como modelos editáveis e formatados podem ajudar

Ter acesso a um modelo já aprovado de projeto de extensão para ADS é uma das formas mais eficientes de entender o nível de profundidade exigido, o formato correto da escrita e os critérios que os professores levam em conta na avaliação. Um bom modelo funciona como referência estrutural — não para ser copiado, mas para nortear o estudante na construção do próprio trabalho.

Modelos de qualidade apresentam introdução bem contextualizada, objetivos claros e mensuráveis, metodologia detalhada, resultados concretos e uma reflexão crítica consistente. Ao estudar esse tipo de material, o aluno consegue calibrar suas próprias expectativas e produzir um texto mais seguro, coeso e adequado às exigências acadêmicas.

Dicas para escrever um bom projeto de extensão em ADS

  • Escolha uma comunidade ou organização com a qual você já tenha algum vínculo — isso facilita o acesso e a comunicação;
  • Defina um escopo realista para o projeto, compatível com o tempo disponível e com sua fase no curso;
  • Documente tudo desde o início: e-mails trocados, reuniões realizadas, prints de sistemas desenvolvidos;
  • Use a norma ABNT para formatação do trabalho, respeitando as exigências do seu regulamento institucional;
  • Revise o texto com atenção à coesão e coerência, evitando repetições desnecessárias;
  • Inclua referências relevantes sobre extensão universitária, responsabilidade social e tecnologia.

Carga horária de extensão: como ela é computada?

A carga horária de extensão é registrada de acordo com as horas efetivamente dedicadas às atividades previstas no projeto. Cada instituição tem sua própria forma de calcular e validar essa carga, mas em geral o estudante deve comprová-la por meio de relatórios, assinaturas de responsáveis da comunidade, fotos, prints ou outros documentos que atestem a realização das atividades.

No projeto de extensão II em ADS, a carga exigida costuma variar entre 30 e 60 horas, dependendo do projeto pedagógico do curso. É fundamental consultar o regulamento da sua faculdade para não ser surpreendido na entrega final.

Conclusão

O projeto de extensão II em Análise e Desenvolvimento de Sistemas é muito mais do que uma obrigação curricular — é uma oportunidade real de aplicar conhecimentos técnicos em benefício da sociedade, desenvolver habilidades interpessoais e construir um portfólio diferenciado para o mercado de trabalho. Entender bem o que se espera dessa atividade curricular de extensão, estruturar o trabalho com cuidado e, quando necessário, recorrer a modelos de referência são passos essenciais para uma entrega de qualidade.

Se você ainda tem dúvidas sobre como estruturar o seu trabalho, acesse os materiais e modelos editáveis disponíveis no projeto de extensão e confira também a opção de portfólio individual para encontrar a solução mais adequada ao seu contexto acadêmico.

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Pedro Paulo de Vaz

Escrito por

Pedro Paulo de Vaz

Pedro Paulo de Vaz é o responsável pelo conteúdo da Shop do Acadêmico. Escreve e revisa os guias sobre projeto de extensão, portfólio individual, projeto integrado e normas ABNT, e acompanha as exigências das faculdades EAD para manter os modelos do catálogo atualizados.

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